Flashback: Náuseas, vómitos e desejos

No post anterior sobre a alimentação, esqueci-me de falar deste tema… muito provavelmente porque não passei por ele.
A teoria do comer saudável é toda muito bonita, mas quando os vómitos atacam em força, é um “salve-se quem puder”, e nós comemos não aquilo que é melhor para nós e para o bebé, mas aquilo que efectivamente conseguimos comer sem ir fora a seguir. E não há que ter vergonha disso ou de nos culpabilizarmos. Temos de nos alimentar, e se aqueles legumes cozidos com o peixe assado vão fora e o bife com batatas fritas aguenta-se bem, então venha daí esse bife!
Pessoalmente não tive grandes problemas com isso. Posso dizer que estive perto de vomitar 2 ou 3 vezes mas respirando fundo a coisa aguentou-se (pronto, quando estava quase a vomitar devido a cheiros mais agrestes, aí o respirar fundo não funciona tão bem, como devem calcular).
Já com as náuseas passei um bocadinho pior. Descobri que se ficasse mais de duas horas sem comer, me começava a sentir mal disposta. Portanto, para mim a solução foi fácil: comer de duas em duas horas. Não precisava de ser grande coisa, às vezes bastava uma bolacha. Também descobri que uma comida que me sabia sempre bem, e que acalmava as náuseas, era o chocolate. Podem crer que juntei o útil ao agradável e sempre que podia comia qualquer coisa com chocolate. Ainda por cima nas análises do primeiro trimestre acusou que a minha glicémia em jejum estava muito baixa, portanto tinha sempre essa desculpa “preciso de açúcar”. Daqui vem aquela teoria que o corpo “pede” aquilo que precisa: se tenho a glicémia baixa, apetecem-me coisas doces.
Mas como disse anteriormente, foi coisa que passou rápido. Estava pior aí para as 8, 9 semanas e depois já só muito ocasionalmente. Continuo a ter de comer de 2 em 2 horas, mas não fico mal disposta, apenas, como se diz na minha terra, esganada com fome. E já estou tão habituada a estar assim, que já nem reparo que nestas ocasiões engulo a comida com uma rapidez supersónica. Geralmente era sempre a última a acabar uma refeição, agora sou das primeiras. No outro dia a minha mãe ficou espantada como é que ela ia a meio de comer um bolo, e o meu já tinha desaparecido em menos de nada. Mas pronto, podia ser pior.
Quanto aos desejos, bem, eu não posso considerar que o apetite por chocolate seja um desejo, porque muito sinceramente foi assim a minha vida toda, nada mudou. Agora tive alguns apetites diferentes sim. Brócolos. Logo no início, os brócolos estavam-me a saber muito bem. E todas as semanas tinha de comer ou polvo, ou chocos ou lulas. Fora isso não me lembro de mais nada. Ah, e a única coisa que enjoei foram nuggets de frango. Foi logo ás 13 semanas e ainda hoje, com quase 30, não consigo comer dos normais, só daqueles xpto com queijo. Sim, eu sei, não se perde nada.
E foram estas as minhas experiências com estes temas. Peço desculpa a quem veio aqui esperando novas dicas e afins sobre como lidar com isto, mas realmente não tenho nada para oferecer nesse aspecto.
E sim, eu sei que devia actualizar o blog mais frequentemente, tenho uma lista de temas em flashback que ainda queria escrever, mas o tempo…ai o tempo… ainda estou a trabalhar, e os tempos livres são divididos entre tratar do enxoval, tratar da casa, bordar (o meu novo hobbie, não tenho feito muito, mas gostava de bordar umas fraldas e uns babetes antes do bebé nascer) e convém também dar atenção ao namorado. Portanto isto tem ficado para segundo plano. Mas há-de ser escrito. Pode ser que quando eu venha de baixa…
Até lá, see ya

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