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2 meses de ser Mãe

Pois é, andei desaparecida. Ao que parece, ter um recém nascido suga-nos o tempo todo. E parece que mesmo quando crescem, não nos sobra muito tempo à mesma, e quando sobra, o blog não é prioridade... Nestes dois meses, houve umas coisitas que aprendi, sobre a maternidade e sobre mim, que passo a contar: - Toda a gente me dizia que quando viesse o bebé, vinha o instinto materno e me iria rir de todas as duvidas e medos que tinha antes. Bem, não é bem assim. Sim, há um instinto que nos diz como devemos fazer as coisas (também chamada de senso-comum), mas a informação é muito útil. Ou seja, no meio é que está a virtude, devemos estar informados, mas não seguir religiosamente os livros e os conselhos de outros, nós é que nos conhecemos e começamos a conhecer os nossos bebés, e temos de ver o que se aplica ou não à nossa situação. - Dito isto, no hospital estamos por nossa conta (pelo menos no público). Por mais que o marido, a mãe ou a irmã nos diga que nos vai ajudar, ás vezes tal pode não …

O B-A BA das roupinhas de bebé

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Estava eu no primeiro trimestre e a minha preocupação maior era saber se estava tudo bem na primeira ecografia, e já a minha sogra tinha começado a comprar roupa para o neto. E foi aí que me apercebi, eu não percebia nada do assunto!

Sim, já tinha visto bebés antes, vestidos de maneira mais ou menos informal, mais ou menos pipi, mas nunca tinha parado para pensar nas coisas. E surgiu-me a dúvida, o que veste um bebé? O que é que eu preciso de ter? O que é que eu quero comprar?
O que vale é que nesta era de internet temos muitas ferramentas à nossa mão para tirarmos estas dúvidas sem parecermos muito estúpidos e então embarquei nesta viagem de aprendizagem e descoberta.
Não vou fazer aqui um post daqueles oficiais e super informativos sobre as roupinhas dos bebés, mas sim descrever as minhas dúvidas e o que eu aprendi (e o que decidi) sobre os diferentes itens. Pelo sim pelo não, se vier alguém aqui ler com as mesmas dúvidas que eu, vou deixar fotografias de sites de venda online. Deixo …

Flashback - A barriga não cresce!

Isto provavelmente não vai ser novidade nenhuma, mas aqui fica uma pérola de sabedoria: durante toda a gravidez, vamos ser comparadas com todas as outras mulheres do mundo, por tudo e por nada! "Quando fui eu, aconteceu isto..." "A não-sei-quantas aconteceu aquilo..." "Com esse tempo eu já tinha/ não tinha X ou Y".... enfim... tudo o que podem imaginar, vai ser comparado a alguém. Até no médico, verdade seja dita, afinal de contas, a única maneira de sabermos se a gravidez está a evoluir bem, é comparar os resultados dos exames com os resultados standart. E não esquecer que a própria gravida se vai comparar com outras grávidas (ou com gravidezes anteriores), e isso pode ser uma grande fonte de stress, pois, olha a novidade, cada gravidez é diferente!!! Qual é a coisa mais flagrante a ser comparada? É o tamanho (e formato) da barriga. Está ali, qualquer pessoa pode ver, qualquer pessoa pode comparar, principalmente quando souber de quantas semanas/meses …

Medos durante a gravidez

Agora na recta final, posso fazer uma apanhado dos medos que nós temos durante a gravidez... Inicialmente, é o medo do "será que consigo engravidar?". Quando finalmente vemos o positivo, "Só espero que não seja uma gravidez química...". Ou então se não foi planeado, todo o medo associado à vinda de um bebé. E sim, mesmo que planeado, há sempre esse medo presente. Vão-se passando os dias e o medo agora é de saber se o embrião está bem implantado e no sítio certo, ou seja, os medos são de ser uma gravidez ectópica ou uma gravidez não-embrionária. Fora todos os medos que nos acompanham sempre desde o início, "será que tomei a decisão correcta?", "será que estou a ter cuidado suficiente com a alimentação e com o meu corpo?", "será que não me estou a esforçar demasiado?". Mesmo que tudo esteja bem, vem aí o medo de um aborto espontâneo. E se temos o azar de ter algum sangramento, vamos ficar sempre demasiado stressadas para saber se está t…

Flashback: Descobrir o sexo do bebé

Um dos momentos mais marcantes na gravidez, é quando descobrimos o sexo do nosso bebé. Independentemente de termos preferência de sexo ou não, ao sabermos que vem aí uma menina ou um menino, imediatamente aquele bebé fica mais real e sinceramente acho que ajuda imenso para a mãe se apegar a ele. Continuam a haver pais que preferem só descobrir o sexo na altura do nascimento, mas em Portugal é uma percentagem muito pequena (embora tenha ouvido dizer que em certos países essa percentagem é bastante alta, mesmo nos dias de hoje). Pessoalmente era uma coisa que me iria fazer impressão, esperar nove meses para saber... até porque hoje em dia é tudo tão azul ou cor de rosa, até para montar o enxoval iria dar trabalho não saber o sexo! Portanto por aqui nem se pôs a hipótese de não se saber o sexo da criança de antemão. Como já tenho dito, tenho estado a ser seguida apenas pelo público, pelo que sabia que só iria ter direito a 3 ecografias. Pelo que me andava a informar, na primeira ecograf…

Caça às amostras de produtos

Hoje venho falar aqui num assunto um pouco diferente, que foi a minha experiência com o mundo das ofertas de produtos relacionados com bebés ou grávidas. Provavelmente já vos deram o conselho de antes de comprar qualquer produto, experimentem amostras para ver se gostam do produto ou não. Ainda não vos tinham dito? Então aqui fica! Assim vamos experimentando produtos até vermos um que nos agrada e aí logo compramos esse (ou não, há quem consiga sobreviver à custa de amostras). Principalmente produtos de dermocosmética, os laboratórios apostam muito em distribuir amostras para dar a conhecer os seus produtos e fidelizar clientes. Portanto quem somos nós para deixar passar essas oportunidades? O meu primeiro contacto com amostras foi mesmo na farmácia. Tínhamos lá amostras de dois cremes diferentes anti-estrias (Barral de Amêndoas doces e Percutalfa) e obviamente eu levei uma amostra de cada para ver qual era o que me dava melhor. Engraçado é que as opiniões que me davam diziam que o P…

Flashback – Inscrição na Consulta de Saúde Materna

O centro de saúde que sou seguida tem algumas peculiaridades, toda a gente sabe, razão pela qual eu nunca me tinha inscrito até ter precisado. Desde ter muitos utentes (e portanto muitos não terem médico de família), a ter de se ir fazer fila às 6h para se ter uma consulta de urgência, não ter um edifício próprio (sim, funciona num prédio sem elevador) ou ao facto de não atenderem os telefones, muitos são os factores que me levaram a ter medo de ir lá. Mas, uma vez grávida não havia volta a dar, tinha de enfrentar o touro pelos cornos. Já aqui falei das histórias do me ter ido inscrever no centro de saúde, ter usufruído das consultas de planeamento familiar e ter tentado marcar consulta de Saúde materna mas ter ficado com uma consulta normal para me passarem o beta e a ecografia para comprovar a gravidez. Hoje venho falar da 2ª tentativa de inscrição na Consulta Materna. Portanto, recapitulando, eu chegar lá e dizer que estou grávida, não é motivo suficiente para eles “acreditarem” e me…

Flashback - A 1ª Ecografia

Geralmente quando alguém diz que vai ser apenas acompanhada pelo SNS (seja no centro de saúde, seja maternidade ou ambos), uma das coisas que nos dizem logo é: “oh, mas assim só fazes 3 ecografias!!!”. Pois, e há países em que se fazem menos. Racionalmente, “só” fazer 3 ecografias é bom sinal, significa que a gravidez está a correr bem e que não precisamos de fazer mais para fazer um controlo mais apertado. Mas para nós, em que a ecografia é o único momento em que podemos “cuscar” o bebé dentro da barriga e, principalmente no início, a única maneira que temos de confirmar que realmente está tudo bem (pois ainda não o sentimos e muitas vezes a barriga ainda não começou a crescer), fazer mais ecografias significa descanso. Por isso muitos casais preferem ser seguidos pelo privado onde fazem mais ecografias, muitas só para dar uma espreitadela a ver se continua tudo ok. Ora a primeira ecografia principal, a ecografia do 1º trimestre, só deve ser feita por volta da 13ª semana, ou seja, no f…

Baixa e Peripécias na Consulta

Quando anunciamos que estamos grávidas ou quando as pessoas descobrem pois a barriga já não dá para esconder mais, há uma série de questões que nos são colocadas: Quando nasce/estás de quantos meses? É menino ou menina? Como se vai chamar? É o primeiro? No entanto para uma trabalhadora, principalmente alguém que passa muitas horas de pé num vai-e-vem acelerado, outra questão me colocaram muitas vezes: Quando vais de baixa? Não estamos a falar de uma baixa por doença ou porque a gravidez precisa de ser mais vigiada que o normal, como quando acontece por haver descolamento da placenta, sangramentos, risco de aborto, restrição de crescimento ou mesmo diabetes gestacional. Estou mesmo a falar na baixa "para ir descansar". E a quantidade de vezes que me puseram essa questão levou-me a pensar, então mas o que foi feito ao "gravidez não é doença"? Já ninguém espera que uma grávida consiga passar os 9 meses bem, com a sua actividade normal? Dito isto, também não sou uma …

Contracções (de treino)

Hoje vou falar numa preocupação de agora (30 semanas) para variar um pouco dos flashbacks. Neste caso sobre a minha saga com as contracções Braxton-Hicks. Tudo começou numa consulta de rotina, por volta das 22 semanas, onde a médica me pergunta, entre outras coisas, se tenho contracções. Resposta imediata “não”. Mas fiquei avisada que a partir daquela altura poderia começar a senti-las. Depois comecei a ouvir outras grávidas a comentar que sentiam as contracções (umas mais, outras menos), ficavam com a barriga muito dura durante uns segundos e depois passava. Pois, barriga dura tenho eu sempre. Antes dela começar a crescer, o sinal que deu que algo se estava a passar, foi eu começar a ficar com ela muito quente e muito dura. Parecia que tinha desenvolvido abdominais de aço. Ainda agora, em que ela já está grandinha, continua muito dura (pelos vistos tinha uma boa parede muscular). Portanto, não, nunca senti a barriga MAIS dura. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha. E comecei a reparar …

Flashback: Náuseas, vómitos e desejos

No post anterior sobre a alimentação, esqueci-me de falar deste tema… muito provavelmente porque não passei por ele. A teoria do comer saudável é toda muito bonita, mas quando os vómitos atacam em força, é um “salve-se quem puder”, e nós comemos não aquilo que é melhor para nós e para o bebé, mas aquilo que efectivamente conseguimos comer sem ir fora a seguir. E não há que ter vergonha disso ou de nos culpabilizarmos. Temos de nos alimentar, e se aqueles legumes cozidos com o peixe assado vão fora e o bife com batatas fritas aguenta-se bem, então venha daí esse bife! Pessoalmente não tive grandes problemas com isso. Posso dizer que estive perto de vomitar 2 ou 3 vezes mas respirando fundo a coisa aguentou-se (pronto, quando estava quase a vomitar devido a cheiros mais agrestes, aí o respirar fundo não funciona tão bem, como devem calcular). Já com as náuseas passei um bocadinho pior. Descobri que se ficasse mais de duas horas sem comer, me começava a sentir mal disposta. Portanto, para m…

Flashback: Preocupações Alimentares

Quando uma mulher descobre que está grávida, fica logo com mil e uma preocupações acerca de tudo e mais alguma coisa (ou pelo menos assim devia ser). O que é que pode e não pode fazer nesta nova fase da sua vida. E se há coisas que são mais óbvias e mais faladas (não beber álcool, fumar, consumir drogas...) outras já dão mais dores de cabeça, como o que se pode ou não comer. É que parecendo que não, não é um assunto consensual. Os próprios médicos e nutricionistas têm opiniões que às vezes são divergentes e se vamos comparar essas informações mais oficiais com as que lemos na internet ou noutros meios de comunicação social, ficamos com um nó na cabeça. E portanto, cá estou eu a escrever sobre isto para ser mais um artigo de Blog sobre um tema já muito debatido e que não vai dar mais nenhuma informação útil, apenas relatar a minha experiência. Vamos começar com a maior fonte de preocupações acerca da alimentação, a toxoplasmose. A toxoplasmose é uma doença infecciosa transmitida por um p…