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Amamentação Parte I - No hospital

Quem me conhece sabe que um dos meus grandes medos era não conseguir amamentar. Sempre ouvi dizer que a minha mãe não teve leite nem para mim nem para a minha irmã e sempre meti na cabeça que lhe iria seguir os passos. Durante a gravidez não cheguei a ter perdas de colostro, o que me aumentou um pouco esse medo. A única coisa que me "alegrava" era ver que realmente as minhas mamas tinham sofrido alterações (maiores, auréola mais escura, mamilo sensível). Chega o dia do parto e continuo sem ver pinga de leite. Assim que nasceu, colocaram-me o bebé em cima de mim, e ele bem que dava à cabeça á procura da mama, mas não tinha jeito nem eu sabia fazê-lo estando eu de barriga para cima. Quando fomos para o recobro, a enfermeira ajudou-me a colocar o bebé a mamar. Considerando que eu tinha acabado de parir, experimentámos a posição deitada de lado. Bem, o rapaz não atinava com aquilo nem por nada. Estão a ver os pica-paus, sempre a dar á cabeça? Parecia ele. A enfermeira teve de segu…

Flashback: E lá fomos para indução...

Pessoalmente não estava como muito medo do parto, era uma coisa que não pensava muito. Os meus maiores medos eram entrar em trabalho de parto cedo demais (e não ter o marido cá) e não entrar em trabalho de parto e ter de ir para indução. Pois bem, fui para indução. Ah e tal, "colo do útero bastante favorável, pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento [isto às 39 semanas], se tal não acontecer, volte nesta data para irmos para a indução." Fiz tudo aquilo que dizem para se fazer para induzir o parto, subir e descer escadas, andar, andar em areia, comer picante, sexo, dançar.... pronto, aqui para nós, se calhar não abusei nestas coisas, mas a verdade é que nada resultou. E já não bastava estar nervosa com a indução, ainda por cima estava a ter relatos que o hospital estava lotado, e que muitas vezes mandavam as pessoas com indução para trás. Uma rapariga só à 4a vez é que ficou lá. Na quarta feira de manhã, estava eu de 40 semanas + 6 dias, lá me apresentei eu no hospital…

2 meses de ser Mãe

Pois é, andei desaparecida. Ao que parece, ter um recém nascido suga-nos o tempo todo. E parece que mesmo quando crescem, não nos sobra muito tempo à mesma, e quando sobra, o blog não é prioridade... Nestes dois meses, houve umas coisitas que aprendi, sobre a maternidade e sobre mim, que passo a contar: - Toda a gente me dizia que quando viesse o bebé, vinha o instinto materno e me iria rir de todas as duvidas e medos que tinha antes. Bem, não é bem assim. Sim, há um instinto que nos diz como devemos fazer as coisas (também chamada de senso-comum), mas a informação é muito útil. Ou seja, no meio é que está a virtude, devemos estar informados, mas não seguir religiosamente os livros e os conselhos de outros, nós é que nos conhecemos e começamos a conhecer os nossos bebés, e temos de ver o que se aplica ou não à nossa situação. - Dito isto, no hospital estamos por nossa conta (pelo menos no público). Por mais que o marido, a mãe ou a irmã nos diga que nos vai ajudar, ás vezes tal pode não …

O B-A BA das roupinhas de bebé

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Estava eu no primeiro trimestre e a minha preocupação maior era saber se estava tudo bem na primeira ecografia, e já a minha sogra tinha começado a comprar roupa para o neto. E foi aí que me apercebi, eu não percebia nada do assunto!

Sim, já tinha visto bebés antes, vestidos de maneira mais ou menos informal, mais ou menos pipi, mas nunca tinha parado para pensar nas coisas. E surgiu-me a dúvida, o que veste um bebé? O que é que eu preciso de ter? O que é que eu quero comprar?
O que vale é que nesta era de internet temos muitas ferramentas à nossa mão para tirarmos estas dúvidas sem parecermos muito estúpidos e então embarquei nesta viagem de aprendizagem e descoberta.
Não vou fazer aqui um post daqueles oficiais e super informativos sobre as roupinhas dos bebés, mas sim descrever as minhas dúvidas e o que eu aprendi (e o que decidi) sobre os diferentes itens. Pelo sim pelo não, se vier alguém aqui ler com as mesmas dúvidas que eu, vou deixar fotografias de sites de venda online. Deixo …

Flashback - A barriga não cresce!

Isto provavelmente não vai ser novidade nenhuma, mas aqui fica uma pérola de sabedoria: durante toda a gravidez, vamos ser comparadas com todas as outras mulheres do mundo, por tudo e por nada! "Quando fui eu, aconteceu isto..." "A não-sei-quantas aconteceu aquilo..." "Com esse tempo eu já tinha/ não tinha X ou Y".... enfim... tudo o que podem imaginar, vai ser comparado a alguém. Até no médico, verdade seja dita, afinal de contas, a única maneira de sabermos se a gravidez está a evoluir bem, é comparar os resultados dos exames com os resultados standart. E não esquecer que a própria gravida se vai comparar com outras grávidas (ou com gravidezes anteriores), e isso pode ser uma grande fonte de stress, pois, olha a novidade, cada gravidez é diferente!!! Qual é a coisa mais flagrante a ser comparada? É o tamanho (e formato) da barriga. Está ali, qualquer pessoa pode ver, qualquer pessoa pode comparar, principalmente quando souber de quantas semanas/meses …

Medos durante a gravidez

Agora na recta final, posso fazer uma apanhado dos medos que nós temos durante a gravidez... Inicialmente, é o medo do "será que consigo engravidar?". Quando finalmente vemos o positivo, "Só espero que não seja uma gravidez química...". Ou então se não foi planeado, todo o medo associado à vinda de um bebé. E sim, mesmo que planeado, há sempre esse medo presente. Vão-se passando os dias e o medo agora é de saber se o embrião está bem implantado e no sítio certo, ou seja, os medos são de ser uma gravidez ectópica ou uma gravidez não-embrionária. Fora todos os medos que nos acompanham sempre desde o início, "será que tomei a decisão correcta?", "será que estou a ter cuidado suficiente com a alimentação e com o meu corpo?", "será que não me estou a esforçar demasiado?". Mesmo que tudo esteja bem, vem aí o medo de um aborto espontâneo. E se temos o azar de ter algum sangramento, vamos ficar sempre demasiado stressadas para saber se está t…

Flashback: Descobrir o sexo do bebé

Um dos momentos mais marcantes na gravidez, é quando descobrimos o sexo do nosso bebé. Independentemente de termos preferência de sexo ou não, ao sabermos que vem aí uma menina ou um menino, imediatamente aquele bebé fica mais real e sinceramente acho que ajuda imenso para a mãe se apegar a ele. Continuam a haver pais que preferem só descobrir o sexo na altura do nascimento, mas em Portugal é uma percentagem muito pequena (embora tenha ouvido dizer que em certos países essa percentagem é bastante alta, mesmo nos dias de hoje). Pessoalmente era uma coisa que me iria fazer impressão, esperar nove meses para saber... até porque hoje em dia é tudo tão azul ou cor de rosa, até para montar o enxoval iria dar trabalho não saber o sexo! Portanto por aqui nem se pôs a hipótese de não se saber o sexo da criança de antemão. Como já tenho dito, tenho estado a ser seguida apenas pelo público, pelo que sabia que só iria ter direito a 3 ecografias. Pelo que me andava a informar, na primeira ecograf…